VOLTAR PARA NOTÍCIAS 13 de agosto de 2026

UNISAL fortalece política de inclusão e amplia atendimento a estudantes por meio do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão

NAI atua nos campi de Americana, Campinas e Lorena com acolhimento individualizado, orientação pedagógica e articulação com professores e coordenações de curso

As professoras Marta Pasquali e Mariana Aranha de Souza 

O Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL) fortalece sua política institucional de inclusão e acessibilidade por meio da atuação do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), criado para acolher estudantes que enfrentam barreiras no processo de aprendizagem e na participação na vida acadêmica.

A iniciativa integra o Regulamento Institucional de Inclusão e Acessibilidade Pedagógica, aprovado pelo Conselho Universitário (CONSU) por meio da Resolução CONSU nº 013/2026, de 28 de maio de 2026.

Presente nos campi de Americana, Campinas e Lorena, o NAI busca assegurar condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, respeitando as características, potencialidades e diferentes formas de aprender de cada estudante.

Para a Profa. Dra. Mariana Aranha de Souza, responsável pelo NAI no campus Lorena, a atuação do Núcleo representa uma resposta institucional às transformações e às demandas da sociedade contemporânea.

“Por muito tempo, a universidade e a escola segregaram pessoas com deficiência e pessoas neurodivergentes. O NAI surge como uma grande resposta do UNISAL a esses contextos, assumindo o compromisso de pensar e construir uma universidade verdadeiramente para todos”, afirma.

A Profa. Me. Marta Pasquali, responsável pelo NAI nos campi Americana e Campinas, destaca que o objetivo é fazer com que cada estudante encontre as condições necessárias para desenvolver sua trajetória acadêmica com dignidade, autonomia e pertencimento.

“O principal objetivo do NAI é garantir que cada estudante tenha condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, considerando suas potencialidades, características e diferentes formas de aprender. A mudança que esperamos promover é que o estudante se sinta acolhido, respeitado e pertencente ao UNISAL”, explica Marta.

O atendimento não é destinado somente aos estudantes que possuem um diagnóstico formal. Aqueles que identificam dificuldades, barreiras ou necessidades específicas de apoio em seu processo de aprendizagem também podem procurar o Núcleo, mesmo sem a apresentação de laudo médico.

De acordo com Marta, a ausência do documento não impede o acolhimento, a orientação inicial nem a construção conjunta de alternativas que possam auxiliar o estudante.

Essa diretriz está alinhada ao novo Regulamento Institucional de Inclusão e Acessibilidade Pedagógica do UNISAL. O documento estabelece que a identificação das necessidades educacionais seja realizada por meio de avaliação educacional, sem condicionar o acesso aos apoios pedagógicos, ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) ou às adaptações razoáveis à apresentação de diagnóstico médico.

Acolhimento e atendimento individualizado

O primeiro contato com o NAI começa pela escuta. Durante o atendimento, o estudante pode compartilhar sua trajetória acadêmica, suas potencialidades, dificuldades e os apoios que considera importantes para sua participação nas aulas e demais atividades universitárias.

A partir desse acolhimento, as necessidades são avaliadas e os encaminhamentos e recursos são definidos em conjunto com o estudante, respeitando sua autonomia e individualidade.

“Os núcleos presentes nos três campi têm como objetivo conhecer e acompanhar os nossos estudantes com deficiência, acolher, ouvir e compreender suas principais necessidades. A partir disso, é elaborado um plano de acompanhamento que considera as deficiências e as necessidades, mas, principalmente, as potencialidades de cada pessoa”, ressalta Mariana.

As medidas de apoio podem envolver orientações e adaptações pedagógicas, de acordo com as particularidades de cada situação. A política institucional também prevê a elaboração de planos individualizados, como o Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e o Plano Educacional Individualizado (PEI), com base em Estudo de Caso conduzido por docente habilitado.

Entre as abordagens adotadas está o Desenho Universal para a Aprendizagem, que propõe o uso de diferentes estratégias, recursos e formas de participação para ampliar o acesso ao conhecimento e atender à diversidade presente no ambiente acadêmico.

Para Mariana, reconhecer as habilidades dos estudantes é indispensável para que a inclusão seja realizada de maneira efetiva e humana.

“Dom Bosco dizia que cada pessoa possui uma corda que vibra e que cabe ao educador descobri-la. Para isso, é necessário utilizar estratégias diferentes, capazes de reconhecer as características, necessidades e, sobretudo, as potencialidades de cada estudante”, destaca.

Marta reforça que a inclusão não pode reduzir uma pessoa ao diagnóstico ou às dificuldades que apresenta. Ao conhecer seus interesses, habilidades, objetivos e modos de aprender, o Núcleo pode propor apoios mais adequados, fortalecer sua autonomia e favorecer uma participação efetiva na vida acadêmica.

Inclusão como compromisso institucional

Além do atendimento direto aos estudantes, o NAI desempenha um papel estratégico na articulação com professores, coordenações de curso e demais setores do UNISAL. Entre suas atribuições estão a orientação aos docentes e o acompanhamento das situações que demandam medidas de acessibilidade e inclusão.

O regulamento institucional também apresenta diretrizes relacionadas à acessibilidade física, arquitetônica, comunicacional e digital. Estão previstos recursos como materiais acessíveis, Libras, legendagem e tecnologias assistivas, além da formação continuada dos professores para o desenvolvimento de práticas pedagógicas inclusivas.

Professores e coordenações de curso possuem papel central nesse processo, sendo responsáveis por implementar as adaptações pedagógicas razoáveis estabelecidas nos planos individualizados e incorporar a acessibilidade aos Projetos Pedagógicos dos Cursos, materiais didáticos, ambientes virtuais de aprendizagem e avaliações.

O documento estabelece ainda tolerância zero a qualquer forma de discriminação, segregação, intimidação ou assédio contra pessoas com deficiência ou neurodivergentes. Situações dessa natureza podem ser encaminhadas à Ouvidoria institucional.

Na avaliação de Mariana, a atuação do NAI está diretamente relacionada à identidade educativa salesiana e ao compromisso do UNISAL com uma formação de qualidade, voltada também à cidadania, à carreira e à transformação social.

“O NAI nasce do ideal de Dom Bosco de uma universidade inclusiva e aberta a todos. Cada pessoa, com suas características e necessidades, tem o direito de acessar uma educação de qualidade e um Ensino Superior que estabeleça uma conexão com o mundo do trabalho, com a formação cidadã e com a possibilidade de transformação da sociedade”, afirma.

Nos próximos meses, o UNISAL pretende ampliar a divulgação do NAI, fortalecer os atendimentos e consolidar a articulação entre o Núcleo, os professores, as coordenações de curso e os demais setores institucionais. A proposta é fazer com que a inclusão esteja cada vez mais presente e integrada à rotina acadêmica.

“A meta é construir uma atuação contínua e integrada, para que a inclusão faça parte da rotina acadêmica e cada estudante tenha condições de desenvolver seu potencial com autonomia e equidade”, conclui Marta.

Como procurar o NAI

Os estudantes podem procurar o Núcleo pelos canais institucionais ou presencialmente. O atendimento é individualizado e sigiloso.

Americana: Profa. Marta Pasquali – nai.americana@unisal.edu.br
Campinas: Profa. Marta Pasquali – nai.campinas@unisal.edu.br
Lorena: Profa. Mariana Aranha de Souza – nai.lorena@unisal.edu.br

A atuação do NAI integra o compromisso do UNISAL com o cuidado, o acolhimento e a valorização de cada estudante, em consonância com os princípios salesianos que orientam sua proposta educativa.

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