Alunos do programa do UNISAL marcaram presença no evento, que reuniu participantes em defesa do envelhecimento com autonomia, direitos e protagonismo

Alegria, música, encontro e, principalmente, protagonismo. Participantes do Programa Idade Ativa do UNISAL São Paulo, campi Campus Pio XI e Santa Terezinha, estiveram na 3ª Parada da Longevidade, realizada no domingo, 27 de setembro, na Avenida Paulista, em frente à FIESP. O evento, organizado pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), reuniu milhares de pessoas em uma programação dedicada à valorização da longevidade e ao envelhecimento ativo.
De acordo com a professora Karen Simões Monteiroa, coordenadora do Idade Ativa em São Paulo, a participação também representou uma oportunidade de ocupar um dos espaços mais emblemáticos da capital paulista e reforçar a importância de uma sociedade que reconheça a autonomia, a experiência e os direitos da população idosa.
“Estar na Avenida Paulista para a 3ª Parada da Longevidade foi muito mais do que participar de um evento; foi ver de perto a força de quem não aceita ser invisível. Ver milhares de pessoas ocupando aquele espaço é um lembrete urgente para nós, dentro da universidade: nosso papel é garantir que o envelhecimento venha acompanhado de direitos reais e, principalmente, de autonomia”, afirmou.
Universidade e longevidade

O Programa Idade Ativa atua como uma Universidade Aberta à Terceira Idade e promove atividades voltadas à construção e atualização de conhecimentos, convivência, integração e valorização das experiências de vida de seus participantes.
Segundo Karen, a atuação das instituições de ensino superior nesse campo passa pelo ensino, pela pesquisa e pela extensão, contribuindo também para ampliar o debate sobre o envelhecimento na sociedade.
“Não queremos apenas que as pessoas vivam mais; queremos que elas vivam com participação plena, decidindo seus próprios caminhos e sendo respeitadas em cada escolha. Acredito que também é papel da universidade assegurar o protagonismo do idoso, combatendo o preconceito e valorizando a experiência de vida de cada um e cada uma”, explicou.
Para a coordenadora, iniciativas como a Parada da Longevidade também dialogam diretamente com a proposta do programa.
“A presença acadêmica em eventos como a Parada reforça o compromisso com uma sociedade que valoriza o saber e a experiência em todas as fases da vida”, completou.
Experiência para guardar na memória

Para quem participou, o domingo também foi de celebração. Ana Clementina dos Santos Giovanni do Nascimento, de 66 anos, resumiu o clima encontrado na Avenida Paulista:
“Quem não veio perdeu. Todo mundo em uma vibe muito legal. Teve até escola de samba e show”.
Já a Maria Ribeiro do Bem, conhecida como Marly do bem, aproveitou a ocasião para realizar um desejo especial.
“O evento foi maravilhosamente bom e eu ainda realizei o meu sonho de andar na Avenida Paulista sem ser só na calçada”, contou.
Manuel Miguel Mendes de Freitas também celebrou a experiência às vésperas de completar 81 anos.
“Foi fantástico. Um evento estupendo. Satisfação enorme em participar. Viva nós!”, comemorou.
Entre encontros, música e ocupação da Avenida Paulista, a participação na 3ª Parada da Longevidade reforçou uma das propostas que orientam o Idade Ativa: enxergar a longevidade não apenas pelo número de anos vividos, mas pela possibilidade de continuar aprendendo, convivendo, fazendo escolhas e ocupando espaços na sociedade.