Giovanna Pizzi de Carvalho escolheu a tradicional Universidade Sapienza, onde cursará mestrado em European Studies com bolsa de estudos

O sonho de estudar no exterior sempre fez parte dos planos de Giovanna Pizzi de Carvalho. O que parecia uma possibilidade distante começou a ganhar forma durante o último ano da graduação em Direito no UNISAL Lorena, campus São Joaquim. Depois de meses de pesquisas, preparação e expectativas, a jovem, de Guaratinguetá (SP), conquistou a aprovação em três universidades italianas: Università degli Studi di Torino, Università degli Studi di Firenze e Sapienza – Università di Roma.
Formada em 2025, Giovanna escolheu a Sapienza, em Roma, para cursar o mestrado em European Studies, com direito à gratuidade do curso e bolsa de estudos.
Para o professor Bruno Creado, coordenador do curso de Direito do UNISAL Lorena, a conquista é motivo de orgulho e reflete tanto a dedicação da egressa quanto a qualidade da formação acadêmica oferecida pela instituição. O docente acompanhou de perto os primeiros passos de Giovanna em busca da oportunidade internacional, ainda durante a graduação.
“É com enorme alegria que recebi a notícia da aprovação da nossa querida egressa Giovanna em um mestrado na Itália. Acompanhamos de perto esse processo desde o início, inclusive quando ela ainda estava no quinto ano e me procurou para conversarmos sobre essa possibilidade. Vê-la alcançar essa conquista antes de completar um ano de formada é algo sensacional. Demonstra a qualidade da formação oferecida pelo UNISAL e a capacidade de nossos alunos de atuarem em níveis de excelência educacional inspirada por Dom Bosco.”, destaca o coordenador.

Mais do que uma conquista acadêmica, a aprovação representa a realização de um sonho e o início de uma nova etapa. Em entrevista, Giovanna compartilha os desafios do processo seletivo internacional, relembra experiências marcantes da graduação e deixa uma mensagem aos estudantes que também desejam ampliar seus horizontes por meio da educação.
Confira a entrevista
Você sempre sonhou em estudar no exterior. Como esse desejo se transformou em um projeto concreto?
Sempre tive o sonho de estudar fora, mas nunca havia tido oportunidade. Também tinha certeza de que, ao terminar a faculdade, queria ingressar diretamente em uma pós-graduação ou mestrado. Durante o último ano da graduação, comecei a pesquisar em qual área gostaria de aprofundar meus estudos e onde poderia cursá-los.
Foi quando, navegando pelas redes sociais, encontrei um vídeo de uma estudante explicando como funcionava o processo para ingressar em universidades italianas. Naquele momento, um sonho antigo se alinhou com uma possibilidade, ainda distante, e minha decisão foi tomada.
Você foi aprovada em três universidades italianas. Como recebeu a notícia e por que escolheu a Sapienza, em Roma?
Do momento da candidatura, no final de dezembro, até a notícia da primeira aprovação, foram mais de dois meses de muita ansiedade e insegurança. Eu havia acabado de me graduar e também esperava pela emissão do diploma para realizar minha inscrição na OAB. Apesar de ser um período de celebrações, também foi marcado por muitas preocupações.
Quando recebi a primeira aprovação, durante uma viagem de Carnaval, foi um alívio imenso. Era a confirmação de que todos aqueles meses de pesquisa e preparação tinham valido a pena.
Fui aprovada nas três universidades para as quais me candidatei: Torino, Firenze e Sapienza, todas para o curso de European Studies, ministrado em inglês. Escolhi a Sapienza por sua tradição e reconhecimento acadêmico, além de estar localizada em Roma, uma cidade cercada de cultura, arte e história.
Quais foram os maiores desafios durante o processo seletivo internacional?
Os maiores desafios foram, sem dúvida, a falta de informações claras e os longos intervalos entre uma resposta e outra. Os prazos são improrrogáveis e, por um erro simples, é possível perder todo o processo.
A burocracia italiana exige muita pesquisa, atenção constante às atualizações e paciência para lidar com os atrasos e os momentos de espera. Foi um processo relativamente denso e cansativo, mas que valeu muito a pena.
O que você pretende estudar no mestrado e como essa escolha se relaciona com sua formação em Direito?
No mestrado em European Studies, quero aprofundar meus conhecimentos sobre como o Direito, a economia e as instituições europeias se relacionam, principalmente no que diz respeito à administração pública, às regras que ela deve seguir e à interação com o setor privado.
Durante a graduação em Direito, o setor público foi o que mais despertou meu interesse, especialmente pelas experiências que tive nos estágios na Câmara Municipal e no Ministério Público de Guaratinguetá. Na Câmara, trabalhei diretamente com licitações e administração pública, o que mudou minha perspectiva sobre o funcionamento da máquina estatal.
Agora, quero dar continuidade a esses estudos em um cenário internacional, ampliando minhas possibilidades de atuação profissional.
Qual foi a importância do UNISAL na sua trajetória e na conquista dessas aprovações internacionais?
O UNISAL, para mim, é minha segunda casa. Meu irmão e minha mãe também se graduaram na instituição, que sempre nos acolheu verdadeiramente.
Todas as vezes em que menciono minha trajetória acadêmica e profissional, falo do UNISAL com imenso carinho. Além da qualidade acadêmica, posso dizer que fui muito feliz durante os anos da graduação. Minha experiência como estudante foi completa, e o nome UNISAL me abriu diversas portas, pessoais e profissionais, inclusive nos estágios em que tive a oportunidade de trabalhar.
Posso dizer, sem a menor sombra de dúvida, que o UNISAL foi imprescindível para minhas aprovações internacionais. Não apenas pelo diploma, que foi reconhecido e aprovado, mas também por tudo o que a instituição me permitiu construir até aqui. Tenho e sempre terei muito carinho por essa casa e por todos os professores que fizeram parte desse caminho.
Algum professor ou experiência durante a graduação marcou especialmente sua trajetória?
Gostaria de deixar um agradecimento especial aos professores, que dedicam tanto esforço aos alunos. Presenciei inúmeras vezes estudantes procurando ajuda, com dúvidas ou dificuldades, e sempre vi os docentes oferecendo apoio, muitas vezes dedicando até mesmo horas pessoais para auxiliar no que fosse possível.
Um agradecimento ainda mais especial ao professor e coordenador Bruno Creado, que dedica a vida ao curso e à faculdade. No meu caso, por exemplo, mandei uma mensagem para ele próximo ao Ano-Novo, pedindo uma carta de recomendação para uma das universidades às quais estava me candidatando. Ele prontamente atendeu ao pedido, mesmo estando de férias e às vésperas do Réveillon.
Esse foi apenas um exemplo das inúmeras vezes em que me ajudou. Serei eternamente grata! Pretendo honrar o nome do UNISAL lá fora e, quem sabe, levar mais estudantes comigo.
Quais são suas expectativas para essa nova experiência na Itália, tanto no aspecto acadêmico quanto pessoal?
Tenho certeza de que será uma etapa de muito desenvolvimento e crescimento. Mudar de país, aprender o idioma local, resolver burocracias, morar sozinha, conhecer outras culturas e pessoas do mundo todo, estudar em outra língua e vencer os desafios mais simples do dia a dia certamente vão me transformar.
Acredito que todas essas experiências vão me fazer amadurecer e me preparar para os próximos desafios.
Olhando para toda a sua trajetória, o que essa conquista representa para você?
Representa a realização e a materialização de um sonho. Representa a certeza de que os estudos mudam vidas e que o ensino superior nunca será desprovido de valor nem em vão.
Que conselho você daria aos estudantes que estão começando a graduação ou que também sonham em estudar no exterior?
Primeiramente, gostaria de dizer que é possível. Muitas pessoas conseguem, e quero encorajar os estudantes a pesquisar mais sobre o assunto antes de concluírem que essa possibilidade não cabe em sua realidade ou que não são capazes.
Não existem oportunidades somente na Itália, para onde vou, mas também em diversos países da Europa, nos Estados Unidos e pelo mundo. Há diferentes programas e bolsas de estudo, cada um com suas particularidades e dificuldades.
Acredito que a falta de conhecimento sobre essas possibilidades é um dos maiores obstáculos para quem deseja estudar fora. Por isso, incentivo todos a pesquisar, conhecer as oportunidades e considerar essa possibilidade.
Espero que minha história motive outros estudantes a, pelo menos, pesquisar mais sobre o assunto e, quem sabe, despertar um sonho que estava adormecido.
