Realizada durante a Semana da Gestão, atividade aproximou os alunos de uma problemática local e estimulou competências como inovação, liderança, comunicação e trabalho em equipe

Como revitalizar os centros comerciais e torná-los novamente atrativos para consumidores e empreendedores? A partir dessa questão, estudantes de todos os períodos do curso de Administração do UNISAL Lorena participaram de um Hackathon voltado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para um desafio enfrentado por diferentes municípios da região.
Realizada durante a Semana da Gestão, a atividade apresentou aos participantes a problemática da “morte dos centros comerciais das cidades da região”. Organizados em equipes formadas obrigatoriamente por estudantes de diferentes períodos, os alunos tiveram duas noites para analisar o cenário, construir propostas e apresentar as soluções desenvolvidas.
Antes do início do desafio, os participantes receberam uma formação preparatória, na qual conheceram as regras e os procedimentos da atividade, tiveram acesso aos materiais de estudo e organizaram os grupos.
De acordo com o coordenador do curso de Administração do UNISAL Lorena, Marcos Aurelio Correa dos Santos, a proposta foi proporcionar aos alunos uma experiência próxima dos processos de inovação encontrados no mercado de trabalho.
“O objetivo é proporcionar ao aluno uma experiência real de inovação e promover o contato com a realidade local. Durante o desafio, eles desenvolvem competências ligadas à resolução de problemas complexos, ao trabalho em equipe, à liderança, à comunicação, à negociação e ao planejamento”, explica o coordenador.

Conhecimento conectado à realidade
Para Ana Gabriela, de 21 anos, estudante do sexto semestre de Administração, a atividade possibilitou conhecer diferentes perspectivas sobre a situação do comércio regional.
“Achei muito interessante participar. Gostei de desenvolver o trabalho e de conhecer melhor as opiniões dos consumidores e vendedores da região onde moro”, conta.
Segundo a estudante, a competição saudável também incentivou o comprometimento dos participantes durante a elaboração das propostas.
“Esse tipo de ação faz com que todos prestem atenção e deem o seu melhor. Além de aprender e realizar pesquisas, a competição estimula o grupo a trabalhar mais e de maneira conjunta, fazendo com que todos contribuam”, afirma Ana Gabriela.
Ramiris Ferreira Pio, de 21 anos, também estudante do sexto período, destaca o desafio de elaborar, em um curto espaço de tempo, uma proposta que pudesse ser aplicada à realidade de Lorena.
“Apesar do pouco tempo para a elaboração, foi um desafio muito bacana buscar uma solução acessível e viável para algo tão importante, que movimenta a cidade e impacta diretamente os comerciantes do centro de Lorena”, explica.
Para Ramiris, experiências práticas como o Hackathon ampliam a formação acadêmica e contribuem para a preparação dos estudantes para o mercado de trabalho.
“Esse tipo de ação é extremamente importante para não sairmos da faculdade apenas com o diploma, mas também com uma bagagem cheia de conhecimentos, experiências e atividades extracurriculares, tornando-nos ainda mais preparados e valorizados no mercado de trabalho”, completa.
Integração entre diferentes períodos
A formação de equipes com estudantes de diferentes turmas favoreceu a integração e reuniu participantes com experiências, conhecimentos e pontos de vista diversos.
Katelyn Vitória, de 21 anos, estudante do oitavo período de Administração, ressalta que trabalhar com uma problemática próxima da comunidade ajudou os participantes a ampliarem a visão para além do ambiente universitário.
“Foi desafiador e repleto de conhecimento. Desenvolver uma proposta de solução para um problema real da sociedade, próximo de nós, traz uma visão mais ampla sobre o que acontece além das paredes da universidade. Também nos proporciona o desenvolvimento de habilidades como raciocínio, gestão do tempo, comunicação e trabalho em equipe, especialmente pelo contato com alunos de diferentes períodos, que possuem ideias e pontos de vista diversos”, relata.
Para a estudante, a experiência também demonstrou como os conhecimentos teóricos podem ser aplicados em benefício da sociedade.
“É uma ação de extrema importância, principalmente porque permite que a gente conclua a graduação com propósito, preparado para colocar os conhecimentos teóricos em prática, contribuir com a sociedade e se desenvolver profissionalmente”, acrescenta Katelyn.
Conexão com o mercado de trabalho
Além de fortalecer competências essenciais à carreira do administrador, o Hackathon ampliou o contato dos alunos com gestores, representantes de instituições e executivos da região.
“O evento ajuda a preparar os estudantes para desafios semelhantes organizados por empresas e instituições de grande porte, em níveis estadual e nacional. Também promove o networking entre alunos de diferentes turmas e profissionais que atuam na região”, afirma Marcos Aurelio.
Segundo o coordenador, a experiência contribui para a empregabilidade ao estimular habilidades valorizadas pelas organizações e apresentar novas possibilidades de carreira.
“Além de desenvolver competências fundamentais para o administrador, a atividade aproxima os alunos de gestores e executivos da região. A experiência também pode despertar o interesse pelo empreendedorismo e pela inovação, incentivando-os a considerar a criação do próprio negócio como um caminho profissional”, destaca.
Projetos avaliados por profissionais da região
O resultado do Hackathon foi divulgado no dia 10 de setembro, durante o encerramento da Semana da Gestão. Os trabalhos foram avaliados por profissionais convidados, que também participaram de um debate sobre o desenvolvimento econômico regional.
A banca avaliadora contou com Tiago Lima, ex-aluno do UNISAL e atual gerente financeiro da Valgroup; Willians Batista, secretário de Desenvolvimento Econômico de Lorena; Humberto Felipe da Silva, representante do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP); Franklin Gusmão, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guaratinguetá (ACEG); e Gabriel Rangel, superintendente do Eco Valle Shopping, de Lorena.
Cada integrante da equipe vencedora recebeu um vale-compras para ser utilizado em estabelecimentos da cidade. A premiação reforçou a conexão da iniciativa com a valorização do comércio e da economia locais.
Ao desenvolverem soluções para uma demanda concreta, os participantes transformaram os conhecimentos adquiridos em sala de aula em propostas capazes de contribuir com a comunidade. A iniciativa reafirma o compromisso do UNISAL com uma formação conectada à realidade, ao futuro profissional dos estudantes e às necessidades da sociedade.
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