VOLTAR PARA NOTÍCIAS 03 de junho de 2026

Aluna do UNISAL atua no CNPEM e inspira meninas a seguirem carreiras em ciência e tecnologia

Há carreiras que se constroem em silêncio  e há as que ecoam. A de Joice Cristina Celestino, 28 anos, ecoa. Aluna do sétimo período de Engenharia da Computação no UNISAL Campinas, campus São José, ela já ocupa um lugar no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), uma das instituições científicas mais relevantes do Brasil, e ainda encontra tempo e propósito para estender a mão às que ainda estão chegando.

Em 2024, Joice integrou a comissão do projeto M.A.F.A.L.D.A. (Meninas na química, Física e engenharia para Liderar o Desenvolvimento em ciência), programa de extensão da Unicamp que leva estudantes do ensino fundamental II e médio de escolas públicas para dentro de laboratórios, centros de pesquisa e conversas reais com mulheres que já estão fazendo ciência.

“Quando ficou decidido a visita ao centro, vi a iniciativa e achei fantástica. Quis participar”, conta ela, com a simplicidade direta de quem sabe o valor do que faz.

A participação foi mais do que simbólica. Joice e outras mulheres do CNPEM receberam as meninas, apresentaram suas rotinas de trabalho, suas trajetórias, os percursos tortos, as conquistas construídas e, claro, falaram sobre formação. Para muitas daquelas estudantes, talvez tenha sido a primeira vez que viram, de perto, alguém parecida com elas dentro de um espaço como aquele e foi ai, que Joice tornou-se, também, inspiração.

O CNPEM e o time que muda tudo

Entrar no CNPEM, para Joice, não foi apenas um passo profissional. Foi uma virada.

“Foi uma das melhores conquistas que já obtive. Tive a oportunidade de trabalhar com um time de mulheres incríveis que me incentivaram muito na minha carreira.” , afirma.

Mesmo tendo migrado para outro grupo dentro da instituição, ela carrega o aprendizado sobre apoio mútuo como uma bússola.

 “Não consigo deixar de admirar todos esses incentivos que refletem diretamente nas pessoas.”

O olhar de Joice sobre a presença feminina na tecnologia é honesto,  sem romantismo fácil, mas também sem pessimismo paralisante. Ela reconhece o avanço, mas recusa a ilusão dos números.

“Vejo que a participação das mulheres na tecnologia tem crescido, mas isso não reflete necessariamente em quantidade e sim em protagonismo. A presença feminina ainda é menor em muitas áreas.”

Para ela, não basta abrir a porta: é preciso garantir que as mulheres possam entrar, ficar e crescer em condições de igualdade, assunto que o UNISAL sempre traz à tona e trabalha para evoluir, incentivando cada vez mais alunas a buscarem o protagonismo.

A formação como escudo e impulso

Sobre o papel do UNISAL nessa jornada, Joice é categórica: a universidade impulsiona, no sentido profissional e no pessoal. E para traduzir o que a formação representa, recorre às palavras do pai, uma frase que virou lema de vida:

“O conhecimento é a única coisa que ninguém consegue tirar de você.”

Quem acompanha essa trajetória de perto também sente o impacto. O professor e coordenador dos cursos de tecnologia do UNISAL Campinas, Sergio Yoshioka, não esconde o orgulho:

“É muito gratificante ver nossas alunas decolando. O sentimento é de muita felicidade e realização.”

Para ele, a relevância da formação vai muito além do presente.

“A tecnologia e a engenharia de computação são e serão cada vez mais necessárias nas próximas décadas, pois estão sendo um dos principais alicerces das grandes transformações que o mundo vivencia. A inteligência artificial, o uso intensivo de drones, são realidades que, em sua essência, são soluções envolvendo software.”

A fala do coordenador traduz o que a trajetória de Joice já comprova na prática: formar bem não é apenas transmitir conteúdo. É preparar pessoas para estarem na linha de frente das transformações que ainda estão por vir, trabalho que o UNISAL faz com excelência.

Segundo Joice, a carreira não é fácil, as conquistas não chegam embrulhadas em papel de presente, vem da insistência, da persistência e o recado é categórico:

“Não deixem que ninguém defina quais são os seus limites. Ocupem esses espaços, façam perguntas, se dediquem e não tenham medo de errar ou de enfrentar desafios. Cada mulher que ingressa e se destaca nessas áreas ajuda a abrir caminho para outras que ainda virão.”

Joice Celestino já está abrindo o caminho de conquistas, de conhecimento e descobertas. E, ao que tudo indica, não pretende parar. Além disso, segue estendendo a mão e disseminando conhecimento para tantas outras mulheres.

A carreira de Joice faz sentido de verdade, para ela e tantas outras que encontraram inspiração em sua trajetória

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Joice Cristina Celestino, 28 anos, é aluna do 7º período de Engenharia da Computação no UNISAL Campinas e atua no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

Texto: Mariane Mirandola
Jornalista

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