XIII edição conectou estudantes de Americana, Campinas e Lorena em reflexões sobre juventude e engajamento global

Mudar o mundo pode parecer pretensão de quem ainda não conhece o peso da realidade. Mas, para mais de uma centena de estudantes que viveram o XIII Encontro de Jovens Universitários do UNISAL, esse sonho ganhou nome, rosto e endereço: acontece nas pessoas ao redor, nas histórias partilhadas, na fé que une mesmo quem nunca se encontrou antes.
O encontro ocorreu no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo, reunindo participantes dos campi de Americana, Campinas e Lorena sob o tema “Jovens e Cidadania Global”. A iniciativa foi coordenada pelo Pró-Reitor de Pastoral, Extensão e Ação Comunitária do UNISAL, Pe.Roque Sibioni, SDB, e aprofundada por reflexões conduzidsa pelo Pe. Paulo Manoel Profilo, SDB, diretor da presença salesiana do Alto da Lapa (SP), e pelo Prof. Dr. Duilio Fabbri Junior, reitor do UNISAL.
União nos propósitos

A programação incluiu ainda uma visita ao Abrigo Dom Bosco, espaço que acolhe coletores de reciclagem na capital paulista, uma das experiências que mais marcou os participantes, e que gerou oportunidades de compartilhamento de experiências e reflexões.
“Andei de metrô pela primeira vez, conheci histórias de pessoas que já viveram a realidade que eu vivo hoje”, relatou Vytoria Luiza, estudante do 1° semestre de Psicologia no campus Campinas. Para ela, o encontro trouxe muito mais do que formação: “Vi aquele carinho que Dom Bosco sente pelos meninos durante as conversas, nas brincadeiras. Foi uma sensação única.”
O impacto da visita também repercutiu em Samantha Rosa, do 1° semestre de Direito em Lorena. “Perceber que, mesmo em meio aos nossos bons momentos, existem pessoas enfrentando grandes dificuldades me trouxe uma nova visão sobre a vida. Ver isso de perto despertou em mim mais empatia e mudou bastante a forma como enxergo o mundo”, afirmou.
Mas o encontro também foi espaço de descoberta sobre si mesmo e sobre o outro. Ana Beatriz, do 3° semestre de Direito em Americana, descreveu a experiência como “enriquecedora em todas as formas e fontes”. “Conhecer novos mundos e realidades me fez enxergar propósitos iluminados dentro de cada pessoa que pude conhecer. Estou muito feliz e agradecida por ter feito parte desse projeto.”
A estudante Lyene Vieira, também do 3° semestre de Direito em Americana, foi mais longe em sua reflexão. Ela conta que carregava desde criança o desejo de “mudar o mundo” e que, por muito tempo, esse sonho talvez tenha sido subestimado por quem a ouvia. No encontro, algo mudou.
“Eu olhava para os lados e via pessoas como eu. Pessoas que estavam ali pelo mesmo propósito, que possuem uma fé ardente, um incômodo latente e uma ‘energia de jovem’. E então me recordei do motivo pelo qual eu acreditava que poderia mudar o mundo: porque mudar o mundo é relativo. Se eu conseguir ajudar e levar um pouco do amor de Cristo para uma única pessoa, quem poderá me dizer que eu não mudei o mundo?”
A convivência entre jovens de diferentes cidades foi, por si só, um revelação. “Ao mesmo tempo que somos diferentes, também acabamos sendo iguais. Existe algo que nos une: somos salesianos”, sintetizou Vytoria Luiza. Kaio Endryll, do 1° semestre de Engenharia de Computação noturno em Lorena, completou:
“A convivência com outros jovens traz uma leveza difícil de encontrar no dia a dia. Uma paz genuína, uma alegria que nasce naturalmente de compartilhar momentos com pessoas que estão no mesmo caminho. Estar ali é sentir que você não está sozinho.”
A edição de 2026 reafirmou o Encontro de Jovens Universitários como um dos pilares da vida pastoral do UNISAL, um espaço em que a cidadania não é tema de palestra, mas prática vivida a cada depoimento, cada conversa e cada gesto de acolhida entre quem, mesmo vindo de cantos diferentes, reconhece no outro um igual.
Conexão Salesiana
Em sintonia com o tema da Estreia 2026 do UNISAL ,“Fazei tudo o que Ele vos disser: crentes, livres para servir” , o encontro traduziu na prática o quarto movimento do ano pastoral: o serviço generoso como expressão mais plena da fé. Como disse Dom Bosco ao fundar a família salesiana: somos chamados não a admirar o amor, mas a demonstrá-lo.