Mariana Silva, 42 anos, é um rosto conhecido nos corredores da Fundação Esperança. O que começou como um pequeno projeto voluntário nos finais de semana se transformou em uma missão de vida que já impactou mais de 5.000 famílias na região metropolitana.
O Início de Tudo
Sentada em seu escritório modesto, cercada por desenhos de crianças e planilhas de projetos, Mariana relembra o começo. “Eu via as crianças na rua sem ter o que fazer depois da escola. Aquilo me incomodava. Comecei com uma bola de futebol e alguns livros na garagem de casa”, conta ela, com um sorriso nostálgico.
A iniciativa cresceu organicamente. Vizinhos começaram a doar lanches, amigos se ofereceram para dar aulas de reforço, e o “Projeto da Mari” virou uma instituição respeitada.
Os Desafios da Liderança
Quando questionada sobre os maiores desafios de liderar uma iniciativa social em tempos incertos, Mariana é direta. “O financeiro sempre aperta, claro. Mas o desafio real é manter a esperança acesa na equipe e na comunidade quando as coisas ficam difíceis. Liderar é, acima de tudo, servir de exemplo de resiliência.”
“Não esperamos que o mundo mude sozinho. Nós somos as ferramentas dessa mudança. Cada pessoa que dedicamos tempo é uma semente plantada.”— Mariana Silva
O Futuro
Para o próximo ano, os planos são ambiciosos: expandir o centro de tecnologia para capacitar jovens em programação e design. “Queremos que eles não apenas consigam um emprego, mas que criem soluções para os problemas da nossa própria comunidade”, explica Mariana, com os olhos brilhando de entusiasmo.
Mariana Silva é a prova viva de que “quem faz acontecer” não precisa de superpoderes, apenas de vontade, coragem e um coração disposto a servir.